

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” (João 1:14)
Deus se fez carne para sentir as nossas fraquezas e se compadecer do ser humano. Para revelar-se misericordioso, Ele decidiu passar pela morte, pela dor na carne e experimentar a sensação de ser humano.
O próprio Deus na forma de Filho não veio para condenar, mas para salvar (João 3:17). Ele se aproximou, tocou, chorou, sofreu e se compadeceu. Ao invés de se colocar distante, se fez próximo.
Quando o ser humano tenta “ser divino” no sentido de se colocar acima dos outros, ele se torna frio, julgador e isolado. Mas quando reconhece sua fraqueza, abre espaço para a graça de Deus agir.
O próprio apóstolo Paulo entendeu isso. Ele não se gloriava em sua força, mas em sua fraqueza, porque é nela que o poder de Deus se manifesta (2 Coríntios 12:9-10). A fraqueza, longe de ser um problema, torna-se o terreno onde Deus trabalha.
Ser “humano”, à luz do evangelho, não é viver na carne, mas viver em compaixão. É se colocar no lugar do outro, perdoar, amar inimigos e estender a mão, exatamente como Cristo fez.
Deus se fez homem para nos ensinar a sermos verdadeiramente humanos.
Escolha agir com compaixão. Antes de julgar, procure entender. Antes de reagir, lembre-se de como Cristo tratou você. Sua fraqueza não é motivo de vergonha, é oportunidade para Deus se manifestar.
Oremos:
Senhor, obrigado porque o Senhor se fez carne e se aproximou de mim. Ensina-me a viver com humildade, compaixão e amor. Que eu não endureça o coração, mas permita que a Tua graça se aperfeiçoe nas minhas fraquezas. Usa a minha vida para alcançar outros. Amém.